Processo de intermediação de crédito passo a passo

Conhecer o processo de intermediação de crédito passo a passo é fundamental para garantir eficiência, conformidade legal e uma experiência positiva para o cliente.

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  • Da captação do cliente à contratação do crédito
  • 1. Primeiro contacto e enquadramento do pedido
  • 2. Recolha de informação e documentação inicial
  • 3. Análise da situação financeira e solvabilidade
  • 4. Preparação e envio de consultas aos mutuantes
  • 5. Receção e análise das propostas de crédito
  • 6. Apresentação das propostas ao cliente
  • 7. Acompanhamento do processo até à decisão final
  • 8. Aprovação de crédito e formalização
  • 9. Conclusão do processo e pós-contratação
  • A importância da organização ao longo de todo o processo
  • Um processo estruturado faz toda a diferença

Da captação do cliente à contratação do crédito

O processo de intermediação de crédito envolve um conjunto de etapas bem definidas, que vão muito além da simples apresentação de propostas. Exige método, organização e acompanhamento contínuo, desde o primeiro contacto até à formalização do contrato.

 

Conhecer o processo de intermediação de crédito passo a passo é fundamental para garantir eficiência, conformidade legal e uma experiência positiva para o cliente. Este artigo descreve as principais fases do processo, alinhadas à realidade do setor em Portugal.

1. Primeiro contacto e enquadramento do pedido

O processo começa com o primeiro contacto, quando o intermediário recolhe as informações essenciais para enquadrar o pedido do cliente.

Nesta fase é importante:

  • Identificar o objetivo do crédito;
  • Compreender a situação pessoal e financeira do cliente;
  • Esclarecer o papel do intermediário e o âmbito da sua atuação.

 

Neste momento, devem ser fornecidas as informações obrigatórias sobre a atividade de intermediação.

2. Recolha de informação e documentação inicial

Após o enquadramento, o intermediário recolhe os dados e documentos necessários para a análise preliminar.

Esta etapa inclui:

  • Dados pessoais e profissionais;
  • Rendimentos e encargos;
  • Informação sobre o imóvel (no caso de crédito habitação).

 

Uma recolha incompleta ou desorganizada nesta fase pode causar atrasos nas etapas seguintes.

3. Análise da situação financeira e solvabilidade

Com as informações reunidas, o intermediário avalia a capacidade financeira, a solvabilidade, o nível de endividamento e a viabilidade da operação.

Esta análise permite:

  • Perceber se o pedido é exequível;
  • Antecipar eventuais constrangimentos;
  • Ajustar o enquadramento do crédito às condições reais do cliente.

 

Esta etapa é essencial para evitar propostas inadequadas ou inviáveis.

4. Preparação e envio de consultas aos mutuantes

Com base na análise, o intermediário prepara e envia consultas aos mutuantes, de acordo com a sua categoria de atuação, seja intermediário vinculado ou não vinculado.

 

A precisão das informações enviadas nesta fase é fundamental para:

  • Reduzir pedidos de esclarecimento adicionais;
  • Acelerar a resposta das instituições;
  • Evitar retrabalho.

5. Receção e análise das propostas de crédito

Após a resposta dos mutuantes, o intermediário analisa as propostas recebidas e compara condições como:

  • Taxa de juro;
  • Spread;
  • Comissões;
  • Encargos associados.

 

O objetivo é compreender o impacto de cada proposta e preparar a explicação ao cliente.

6. Apresentação das propostas ao cliente

A apresentação das propostas deve ser clara, objetiva e transparente. O intermediário deve explicar:

  • As diferenças entre propostas;
  • Os custos totais;
  • E os riscos associados.

 

Documentos como a FINE são essenciais nesta fase, pois permitem uma comparação estruturada e informada entre as propostas.

7. Acompanhamento do processo até à decisão final

Após a escolha da proposta, o processo entra numa fase de acompanhamento mais intensa, que envolve:

  • A entrega de documentação adicional;
  • Esclarecimentos solicitados pelos mutuantes;
  • Acompanhamento do estado do processo.

 

A gestão eficaz do processo de crédito nesta fase é fundamental para evitar atrasos e falhas de comunicação.

8. Aprovação de crédito e formalização

Com a aprovação do crédito, o intermediário acompanha o cliente nos passos seguintes, que podem incluir:

  • Validação final de condições;
  • Preparação de escritura ou contrato;
  • Esclarecimento de dúvidas finais.

 

Embora a decisão final seja do mutuante, o intermediário mantém um papel ativo de acompanhamento.

9. Conclusão do processo e pós-contratação

O processo não termina com a assinatura do contrato. Em muitos casos, o intermediário continua a acompanhar o cliente em questões como:

  • Esclarecimentos pós-escritura;
  • Organização documental;
  • Futuras revisões ou transferências de crédito.

 

Este acompanhamento contribui para relações duradouras e para a valorização do serviço prestado.

A importância da organização ao longo de todo o processo

Em todas as etapas, a organização é fundamental para o sucesso. A gestão simultânea de vários processos exige controlo, visibilidade e registo rigoroso de cada ação.

 

Plataformas especializadas, como o CrediDesk, facilitam a centralização da informação, o acompanhamento das etapas e a consistência na gestão de processos de crédito.

Um processo estruturado faz toda a diferença

O processo de intermediação de crédito envolve várias etapas interdependentes, em que cada detalhe é relevante. Uma abordagem estruturada, aliada ao cumprimento das obrigações legais e à organização eficaz, contribui para melhores resultados e mais confiança de clientes e parceiros.

 

Dominar este processo passo a passo é essencial para atuar na intermediação de crédito de forma profissional e alinhada com as exigências do setor.

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