Na intermediação de crédito, a documentação é o maior ponto de fricção operacional porque a forma como a documentação é gerida na maioria das operações ainda depende demasiado de esforço manual: emails a pedir sempre os mesmos documentos, ficheiros espalhados por pastas locais, validações feitas com base na memória, informação perdida quando muda o intermediário que acompanha o processo.
O resultado é previsível: processos parados à espera de um documento que ninguém pediu a tempo, ou que chega ao banco com informação incompleta porque alguém assumiu que estava tudo tratado.
Gerir documentação com eficácia é uma questão de estrutura, e essa estrutura começa antes de pedir o primeiro documento ao cliente.
Cada processo de crédito tem uma lista de documentos que varia consoante o tipo de crédito, o perfil do cliente e o número de proponentes envolvidos.
Um crédito habitação com dois proponentes, um dos quais trabalhador independente, tem exigências documentais completamente diferentes de um crédito automóvel com um único titular. Quando a checklist de documentos é criada manualmente para cada processo de crédito, o risco de omissão é constante.
A gestão documental eficaz começa pela definição automática da checklist certa para cada processo, adaptada ao tipo de crédito e aos intervenientes logo no momento da abertura.
No CrediDesk, a estrutura documental configura-se por tipo de crédito, tipo de cliente, fase do processo e documento interno ou visível ao cliente, o que garante que cada processo começa com uma lista ajustada à sua realidade, sem configuração manual.
O maior custo operacional da gestão documental está no tempo gasto a verificar o que está em falta. Quando esse controlo depende de abrir cada processo individualmente ou de consultar uma folha de Excel paralela, o intermediário está a fazer um trabalho de controlo que o CRM de intermediação de crédito devia fazer por ele.
Ter visibilidade permanente sobre o estado documental de cada processo - o que já foi recebido, o que está por validar e o que está em falta - é o que permite agir de forma antecipada.
No CrediDesk, os processos podem ser filtrados por "documentos em falta" e "documentos por validar", o que transforma o controlo documental numa consulta de segundos em vez de uma verificação demorada.
Uma das mudanças com maior impacto na eficiência documental é envolver o cliente diretamente no processo de entrega de documentos, em vez de gerir essa troca por email ou mensagem.
A Área de Cliente do CrediDesk resolve esta situação. O cliente tem acesso a uma área dedicada onde vê a checklist dos documentos pedidos, faz o upload direto e acompanha o estado do processo. Os documentos chegam ao CRM já associados ao processo e ao proponente certo, com conversão automática de imagens para PDF, sem intervenção manual do intermediário. A checklist que o cliente vê pode ser diferente da checklist interna, o que evita expor ao cliente documentação que é apenas de gestão interna para não criar confusão desnecessária.
Além de receber e organizar documentos, o CrediDesk tem capacidade de identificar e classificar automaticamente determinados tipos de documentos submetidos, como o Cartão de Cidadão, reduzindo o esforço de categorização manual. A leitura inteligente de documentos como a FINE e o CRC extrai automaticamente os dados relevantes para preenchimento de propostas e quadros de análise, o que elimina a transcrição manual campo a campo.
Para o gestor de crédito, esta automação tem impacto direto nos processos com várias propostas bancárias, onde o trabalho de análise documental se multiplica. Em vez de abrir cada FINE e transcrever os dados para uma tabela comparativa, o sistema trata dessa parte, de forma automática, e o gestor só precisa de validar o resultado.
Na intermediação de crédito, a gestão documental e o cumprimento regulatório são inseparáveis. O consentimento RGPD e o Dever de Informação Prévia de Serviços são documentos que têm de estar associados ao processo antes de qualquer avanço, e a sua ausência num momento de auditoria cria um problema que não tem solução retroativa.
Quando estes documentos fazem parte da estrutura documental do processo, com envio digital pela Área de Cliente, confirmação de receção registada e histórico associado, o compliance acontece como parte natural do fluxo, sem depender de procedimentos paralelos ou de alguém se lembrar de o fazer.
Qualquer processo pode ser auditado em qualquer momento porque toda a documentação está centralizada, organizada e rastreável.
O impacto de uma gestão documental bem estruturada sente-se em vários pontos da operação ao mesmo tempo:
A documentação bem gerida não elimina o trabalho de instrução dos processos, elimina o trabalho desnecessário que resulta de não ter estrutura.