Numa equipa de intermediação de crédito, é relativamente fácil perceber quem está mais ocupado, mas é muito mais difícil perceber quem está a ser mais eficaz, e onde estão as perdas reais de oportunidade.
Sem métricas estruturadas, a gestão opera por perceção: a sensação de que determinado gestor está a fechar bem, de que o mês está a correr razoavelmente, de que a equipa está a responder aos leads com rapidez. Essas perceções podem estar certas, mas também podem estar erradas de formas que só se tornam visíveis quando o impacto já é difícil de reverter.
Medir a performance de uma equipa de intermediação de crédito é a condição para tomar decisões com fundamento sobre onde intervir, quem precisa de apoio, o que está a travar o crescimento e onde a operação está a funcionar bem.
Nem todos os números dizem algo útil, pois um volume alto de leads não significa uma operação saudável se a taxa de conversão for baixa, bem como, um número elevado de processos abertos não significa resultados se metade estiver parada há mais de trinta dias. A escolha das métricas certas é o que transforma dados em informação de gestão.
As métricas centrais para avaliar a performance de uma equipa de intermediação de crédito agrupam-se em três dimensões: eficácia comercial, eficiência operacional e qualidade dos processos. Cada uma delas revela uma camada diferente do estado da operação e as três são necessárias para ter uma leitura completa.
A taxa de conversão de leads em processos de crédito é um dos primeiros indicadores a acompanhar. De forma simples, mede quantos leads que entram se transformam em processos ativos.
Uma taxa baixa pode indicar vários problemas distintos: leads de má qualidade provenientes de determinados canais, tempo de resposta demasiado lento no primeiro contacto, qualificação insuficiente ou abordagem comercial que não está a converter. O problema é que a taxa de conversão global esconde variações importantes. Uma equipa com dez gestores pode ter uma taxa de conversão média razoável que esconde o facto de dois gestores converterem sistematicamente abaixo da média e um converter acima. Sem desagregar o número por gestor, por canal de origem e por tipo de crédito, a métrica agrega informação que devia estar separada.
A dimensão do canal de origem é particularmente relevante: leads que chegam por referência de parceiros imobiliários têm, tipicamente, uma taxa de conversão muito diferente de leads que chegam por campanha digital. Tratar todos como iguais na análise de conversão obscurece o rendimento real de cada fonte e a decisão sobre onde investir em captação de leads.
No CrediDesk, os dashboards de estatísticas permitem filtrar performance por loja, por gestor de processo, por canal e por campanha, ao cruzarem leads criados com processos convertidos. Esta desagregação é o que transforma uma taxa de conversão global num conjunto de sinais acionáveis.
O tempo médio de fecho de processos, isto é, o número de dias entre a abertura do processo e o seu ganho, é um dos indicadores com maior impacto na capacidade de escalar uma operação, e um dos menos acompanhados de forma sistemática.
Quanto mais tempo um processo demora a fechar, mais recursos consome sem gerar resultado. Uma equipa que fecha processos em dezasseis dias em média tem uma capacidade de throughput completamente diferente de uma equipa que demora trinta e cinco dias para obter o mesmo resultado. Com o mesmo número de gestores e o mesmo volume de leads, a primeira fecha mais do dobro dos processos no mesmo período.
As causas de um tempo médio de fecho elevado são variadas e nem sempre óbvias: documentação que tarda a ser recolhida, processos que ficam sem seguimento após a submissão bancária, clientes que demoram a decidir entre propostas sem que o gestor intervenha para acelerar a decisão, ou fases de fecho - avaliação, abertura de conta, formalização - que se arrastam por falta de acompanhamento ativo.
Acompanhar este indicador por gestor e por tipo de operação permite identificar onde os processos estão a perder ritmo. No CrediDesk, o painel de atividade mostra a média de dias de fecho de processos, e a vista de processos inclui filtros para verificar processos há mais de trinta dias sem movimentação, o sinal mais direto de que algo está a bloquear o avanço.
A taxa de aprovação é um indicador de qualidade do trabalho de enquadramento e preparação. Uma taxa de aprovação baixa pode ter várias origens: qualificação insuficiente na fase de lead, análise financeira mal preparada antes da submissão, escolha inadequada das entidades bancárias para o perfil do cliente, ou documentação incompleta que chega ao banco com lacunas.
Acompanhar este indicador por gestor revela diferenças de qualidade no trabalho de análise e preparação que não são visíveis no volume de processos abertos. Um gestor com muitos processos e baixa taxa de aprovação está a consumir capacidade bancária e tempo da equipa com processos que têm baixa probabilidade de concretização. Um gestor com menos processos, mas alta taxa de aprovação está a criar mais valor com menos esforço.
O valor médio por processo fechado é outro indicador relevante, especialmente para equipas que trabalham diferentes segmentos de crédito. Um gestor especializado em crédito habitação de valor mais elevado tem um perfil de performance diferente de um focado em crédito ao consumo, e as métricas de avaliação devem refletir essa diferença, não apenas comparar volumes brutos.
No CrediDesk, os relatórios de performance por utilizador incluem leads criados, processos ganhos, total financiado e comissões geradas, o que permite comparar gestores não apenas pelo número de processos fechados, mas pelo valor que cada um representa para a operação.
Ter acesso a métricas é necessário, mas não suficiente. O que determina o valor de um sistema de métricas é a regularidade com que é consultado e a ligação entre o que os números mostram e as decisões que se tomam a seguir.
Nenhuma destas decisões é possível sem dados atualizados e organizados de forma que permita identificar padrões, e não apenas ver números. A diferença entre uma reunião de equipa baseada em perceção e uma baseada em dados reais é a qualidade das decisões que saem dela.
O CrediDesk disponibiliza dashboards configuráveis com mais de cem métricas avançadas, filtráveis por loja, por utilizador, por tipo de operação e por período, com comparação face ao período anterior. A previsão mensal, baseada em escrituras e formalizações agendadas, complementa a leitura histórica com uma perspetiva que permite à gestão antecipar o resultado do mês em curso antes de acabar.
Há uma resistência comum à implementação de métricas: a sensação de que medir é fiscalizar é uma leitura que confunde o instrumento com a intenção.
Métricas bem escolhidas e partilhadas de forma transparente com a equipa têm o efeito oposto, dão a cada gestor visibilidade sobre o seu próprio desempenho, permitem identificar onde precisam de evoluir e tornam o reconhecimento do bom trabalho mais objetivo e menos dependente da proximidade com a chefia.
Uma equipa que sabe como está a ser avaliada, e que tem acesso aos mesmos dados que a gestão, trabalha com mais clareza sobre o que é esperado e mais autonomia para ajustar a sua própria forma de trabalhar. Esta é uma forma de gestão mais respeitosa e mais eficaz do que a alternativa, que passa por gerir pela impressão do momento.